• Gabriel Amaral (Empacotador Pistola)

Vikings 28x22 Packers: Equipe sucumbe novamente ao jogo terrestre e perde a segunda na temporada




Mais do mesmo, ou da mesma.


A defesa do Green Bay Packers, outra vez, colocou tudo a perder com erros crassos de fundamento e assistiu apática a mais uma derrota da equipe na temporada.


Era uma tarde de muito vento e até a neve deu as caras em Wisconsin, prenúncio de um jogo típico em Lambeau Field e num ambiente perfeito para Rodgers e seus companheiros desenvolverem um futebol bom o suficiente para vencer o combalido e lanterna de divisão Minnesota Vikings.


E, de fato, a expectativa não poderia ser outra. O rival ostentava uma campanha negativa medíocre, com 1 vitória e 5 derrotas, vinha com inúmeros desfalques defensivos, um quarterback altamente contestado e problemas internos que eram de conhecimento público e notório. A cada semana, as chances de pós-temporadas eram quase reduzidas ao nada.


Mas, havia um jogador, em meio a tal time conturbado, que, mesmo em condições físicas limitadas, fez o suficiente para destruir as trincheiras de Green Bay e deixar um rastro de terror aos torcedores cheeseheads, justamente no dia seguinte ao Halloween.


Trata-se do running back Dalvin Cook.



O camisa 33 de Minnesota usou e abusou da defesa medonha armada por Mike Pettine, somando quase 300 jardas totais e simplesmente 4 touchdowns, o que foi mais do que suficiente para superar uma equipe que, mesmo diante de uma boa atuação da dupla Rodgers-Adams, combinando para 3 touchdowns, não conseguiu, novamente, segurar o jogo corrido adversário.


O placar de 28-22 reflete um sistema defensivo sem qualquer reação ou criatividade, que insiste em repetir os mesmos erros exaustivamente apontados desde a temporada passada, e não muda sua maneira de jogar.


De fato, o ataque de Green Bay poderia ser mais produtivo, principalmente no jogo terrestre, mas, sem dúvida, a ausência de Aaron Jones, destaque do jogo da semana 1 contra o mesmo adversário de ontem, pesou bastante.


A verdade é que, outra vez, o torcedor dos Packers assistiu, passivamente e incrédulo, ao circo dos horrores de Pettine, assim como havia sido em Tampa Bay na semana 6.


E o pior, não há perspectiva de evolução.


Um time cujo front seven vem rendendo muito abaixo do esperado, pressionando pouco os quarterbacks rivais e com uma linha defensiva, de modo geral, lenta e passiva, não pode gerar expectativas de sucesso à ninguém.


Mike Pettine perdeu a mão. Precisa repensar com urgência seu esquema e suas escolhas. Matt LaFleur tem demonstrado sua insatisfação crescente a cada entrevista pós derrota, deixando claro a necessidade de se parar o jogo terrestre imediatamente.



Essa deficiência defensiva grave já colocou uma vaga no último Superbowl no colo do San Francisco 49ers, e, em 2020, entregou de bandeja à Buccaneers e Vikings o doce prazer de desfrutar sem limites de defensores sem a menor técnica e noção do que estão fazendo em campo.


O coordenador defensivo dos Packers já balança. Outro fiasco em playoffs que seja reputado à uma atuação defensiva pífia, custará o seu cargo.


Tem sido muito fácil saber o "mapa da mina" para vencer Green Bay: pressionar ao máximo Rodgers e se valer demasiadamente do jogo terrestre, mesmo que do outro lado haja um quarterback de nível mediano para baixo. Bastará apenas soltar a bola a um running back e esperar o óbvio acontecer.


Como é sempre falado, quando o ataque não produz tanto como de costume, cabe a defesa "segurar a bronca" e fazer o possível para evitar a derrota.


No entanto, isso não tem sido possível. Ontem a criatividade e superação sucumbiram diante um só jogador. LaFleur não conseguiu fazer o time render com os desfalques marcantes de Darnell Savage, Kevin King, David Bakhtiari e Aaron Jones.


Muitas já foram as demonstrações de fragilidade defensiva e nada foi alterado. Até quando isso permanecerá? Quantas novas derrotas vexatórias precisam acontecer para que se mude a postura e o esquema da equipe? A culpa é só do coordenador defensivo ou os jogadores têm sua parcela significativa de responsabilidade pelos fracassos diante de times fortes no jogo terrestre?


Enquanto tais perguntas não são respondidas, a torcida segue ressabiada, desconfiada e sem nutrir muitas esperanças , diante de tanta instabilidade num setor tão importante.


Fatalmente, os Packers chegarão aos playoffs. Mas, a partir daí, a história é outra, o cerco se fecha, e só os melhores estarão lá. E quem enfrentar Green Bay saberá os caminhos, a menos que, até lá, a rota seja corrigida e soluções definitivas sejam dadas. É isso que esperamos.


Na quinta-feira, dia 05/11, o Green Bay Packers reencontra seu antigo fantasma, o San Francisco 49ers, de quem levou 38 pontos na temporada regular passada e 37 na final da NFC. Em ambos os jogos, a equipe de LaFleur foi massacrada pelo jogo corrido adversário e por blitzes intensas sobre Rodgers.


Mesmo com a equipe da Califórnia bastante desfalcada nessa unidade ofensiva, certo favoritismo deve ser apontado ao time de Kyle Shanahan.


A verdade é que, uma campanha que parecia se consolidar tranquilamente rumo ao segundo título de divisão consecutivo, pode passar por percalços caso a semana termine com um 5-3. A NFC Norte começa a ficar embolada e todas as equipes seguem com chances de vaga na pós-temporada.


Ainda assim, Green Bay encerra a semana 8 na liderança da divisão, com campanha 5-2, porém com muitas contestações.


Trocas são necessárias, e o prazo para isso está se esgotando. A vinda de um wide receiver (Will Fuller, dos Texans, é fortemente especulado) e de um reforço para a linha defensiva, poderiam trazer a segurança e estabilidade ao elenco e à torcida. Porém, sabemos que o comportamento da diretoria nesse sentido, historicamente, é bastante tímido.


Enfim, por mais que a campanha em números seja satisfatória, a insistência em graves erros nos permite criticar e nos impede, neste momento, de sonhar com vôos mais altos do Packers nesta temporada.


É hora de mudar!


#GoPackGo