• Gabriel Amaral (Empacotador Pistola)

Packers 43 x 34 Vikings: A volta do Aaron Rodgers dos velhos tempos?


Fala nação Green and Gold! A NFL voltou com tudo e com direito a muitas emoções!


Se a primeira impressão é a que fica, a que tivemos após um domingo histórico em Minnesota, é, no mínimo, animadora.


Começar com 1-0, vencendo um rival direto de divisão, e na casa deles, é sempre ótimo, mas nem tudo foi maravilhoso, conforme detalharei a seguir.


Todas as previsões apontavam para um jogo duríssimo, com um duelo de alto nível entre defesas, sendo a do Vikings uma das melhores da liga e com adições importantes na pré-temporada, e a do Packers em constante evolução, com agressividade no front seven e que contribuiu para muitas vitórias na temporada passada.


No entanto, o que se viu foi um show dos ataques, principalmente o de Green Bay, com uma das maiores atuações de Aaron Rodgers, lançando para quase 400 jardas e 4 touchdowns, além de um rating que beirou a perfeição.


Surpreendentemente anotamos 43 pontos sobre uma secundária renomada, mas que não viu a cor da bola e foi vítima do lendário quarterback, além de um grupo de recebedores talentoso, comandado pela técnica e segurança de Davante Adams e pela vitalidade e explosão de Allen Lazard e Marquez Valdes Scantling.



Sem dúvida, clubismo à parte, a partida de Rodgers foi digna de MVP, o colocando como melhor jogador da semana 1, além de ser um claro indicativo de que ele não está para brincadeira, demonstrando grandes momentos de ápice técnico e físico.


Se o camisa 12 teve uma tarde de gala, sorte dos recebedores que tiveram diversas oportunidades para anotarem touchdowns e não decepcionaram.


Parece que aquela cobrança da torcida por WR's na free agency e no draft foi extinta, tamanho o rendimento do nosso setor ofensivo. Mas, calma!


Temos que dar crédito também à belíssima atuação de nossa linha ofensiva, que permitiu que Rodgers tivesse tempo suficiente para articular seus passes, com destaque para o estreante Rick Wagner dando conta do recado, Bakhtiari sempre preciso e Jenkings com um grande talento. A nota triste ficou por conta da lesão de Lane Taylor, que perderá o restante da temporada.


Se por um lado o ataque foi estonteante, a defesa dos Packers deixou muito a desejar.


Ceder 34 pontos em qualquer partida, ou para qualquer adversário, é sempre um exagero, ainda mais para um setor que pretende ser um dos melhores da liga. Infelizmente, a já famosa inconstância segue atrapalhando.


Claro que é muito complicado para qualquer equipe manter o mesmo foco e nível de atuação em todos os setores e nos quatro períodos de jogo. Mas, no caso específico do time de Wisconsin, as oscilações tem se repetido muito, e não é de hoje.


Apesar de um início de partida promissor, com direito a alguns sacks, uma interceptação e um safety de Jaire Alexander, a partir do segundo tempo o rendimento caiu demais e a situação descambou. Os Vikings construíam suas campanhas com extrema facilidade, seja com Dalvin Cook ou com conexões para Adam Thielen, e chegavam na endzone dos Packers em poquíssimo tempo. E isso incomodou demais, além de preocupar para os próximos jogos.


O quarterback adversário foi pouco pressionado, o jogo corrido novamente criou problemas, e a secundária abusou dos espaços dados. Se nas vitórias deve se tirar mais lições do que nas derrotas, que esta não seja esquecida por Mike Pettine.


Até onde a equipe pode chegar? Cedo para dizer. Numa análise rasa, no mínimo vencer a divisão novamente e porque não jogar novamente a final de conferência e pleitear mais um Superbowl? Entretanto, a tabela é difícil, e pedras vão aparecer no caminho. O importante é não se iludir e achar que tudo está maravilhoso.


Apesar disso, iniciar vencendo um rival colabora demais no aspecto motivacional e traz bastante confiança para as rodadas seguintes.


No mais, e no cômputo geral, foi uma atuação promissora de Green Bay, que mostra principalmente um ataque entrosado (movido pelo trio Rodgers-Adams-Jones), uma confiança cada vez maior de Aaron Rodgers nos jovens recebedores e boas chamadas executadas por nosso head coach, que chega à marca de 7-0 na NFC Norte, desde sua chegada.


E por falar em Rodgers, se ele seguir nessa toada, podemos reviver os momentos áureos de 2010 e 2011, mas, sem dúvida, é muito cedo para traçar prognósticos sobre um futuro ainda distante. A vinda de um QB para ser seu substituto daqui a alguns anos o motivou? Talvez.



A única certeza é que, tendo Aaron Rodgers, tudo pode acontecer e não há jogo perdido. Felizes aqueles que têm o privilégio de acompanhá-lo.


#GoPackGo