• Gabriel Amaral (Empacotador Pistola)

O Draft vem aí: Necessidades, especulações e apostas do Green Bay Packers




O dia mais esperado da offseason da NFL está chegando.


O Draft dará seu pontapé inicial na próxima quinta-feira, dia 29, e colocará o futuro de muitas franquias em jogo. Incluindo o do Green Bay Packers.


É bem verdade que, nos últimos anos, os torcedores cheeseheads sentem calafrios ao ouvir a palavra "draft", por conta das escolhas absurdas e inexplicáveis feitas pela direção da equipe.


Não é menos verdade, também, que aquela pick 30 de 2020, que tornou-se 26 após troca com o Miami Dolphins, e que resultou na vinda do quarterback Jordan Love, de Utah State, ainda ressoa negativamente nos ouvidos e na mente de todos os fanáticos pela franquia de Wisconsin.


Por conta disso, e de demais escolhas polêmicas ocorridas ano passado, há de se reconhecer que muitos ficarão com o pé atrás em relação às decisões que serão tomadas em 2021, e que outros "equívocos" não serão perdoados e poderão custar caro nas próximas temporadas.


Sendo assim, há de se ponderar que Green Bay chega para este draft com o espírito de "tudo ou nada", uma vez que sua atuação na free agency foi absolutamente nula, com nenhuma adição ao elenco, tendo apenas realizado reestruturações contratuais pontuais visando a liberação de cap, e as renovações contratuais de Aaron Jones e Marcedes Lewis, peças fundamentais para o sistema ofensivo da equipe, e de Kevin King, cornerback cada vez mais contestado por suas atuações pífias em jogos decisivos.


Baseado nisso, em tese, todas as needs devem ser preenchidas neste draft. E quando se fala em necessidades, podemos dizer que, numa primeira prospecção, as posições de cornerback, offensive tackle e defensive lineman, são as que merecem ser endereçadas com maior carinho pelo nosso GM, Brian Gutekunst.


Jaire Alexander precisa de um parceiro incontestável na secundária. Kevin King já esgotou a paciência dos torcedores, e apenas renovou contrato por um ano pois o valor foi considerado baixo. Caso não venha um CB satisfatório, os Packers fatalmente colocarão King para jogo por mais uma temporada. A safra de defensive backs é boa, o que vem bem a calhar com o que o Packers precisa. É possível obter um bom prospecto ainda na segunda rodada.


A linha ofensiva, apesar do bom rendimento na última season, precisa de reforços pontuais. Rick Wagner foi dispensado. Corey Linsley, um dos melhores centers da NFL não renovou, e merece reposição imediata para evitar improvisações no setor. Para completar, David Bakhtiari ainda está em tratamento de sua grave lesão sofrida no fim da temporada regular, e deve retornar apenas no fim do ano, com o campeonato já bastante avançado. Por tudo isso, a presença de um OT, podendo vir na primeira rodada, será fundamental.


Pelos lados da linha defensiva, Kenny Clark pede socorro. Seu jogo pode evoluir muito se tiver um companheiro a altura para frear o jogo corrido adversário, um dos pontos fracos nas últimas temporadas. O novo coordenador defensivo, Joe Barry, já deve estar atento a isso e vai buscar opções. Lowry e Lancaster não são unanimidades, e Keke tem talento, mas precisa evoluir seu repertório. A classe de defensores em 2021 não é das mais ricas ou promissoras, no entanto, traz nomes de potencial que podem sair até no máximo a terceira rodada.


Fora essas principais carências, obviamente que a posição de wide receiver merece ter uma destinação em 2021. Ironicamente, em 2020, quando o nicho de recebedores era o melhor dos últimos anos, Green Bay deixou passar a oportunidade e não draftou um sequer, deixando a torcida e Aaron Rodgers bastante desapontados. Será que dessa vez o Packers contraria tudo e todos? Numa primeira rodada acho bem difícil.


Assim, embora a classe atual não seja tão profunda e qualificada como a anterior, verifica-se nomes que podem agregar muito ao jogo aéreo dos Packers e desafogar um pouco o jogo de Davante Adams. A verdade é que a equipe ainda busca um WR2 para chamar de seu.


Outro setor que pode ser reforçado este ano é o dos linebackers. O pass rush de Green Bay em 2020 não foi nem de perto o mesmo de 2019. Faltou agressividade. Os "irmãos" Smith não tiveram suas melhores temporadas. Christian Kirksey fracassou e foi dispensado. Kamal Martin, draftado em 2020, mostrou potencial, mas conviveu com lesões. Rashan Gary, escolha de primeira rodada em 2019, se soltou um pouco mais, porém, assim como Martin, teve o departamento médico como companheiro em alguns momentos. A chegada de uma nova peça agregaria bastante na unidade. Um EDGE pode aparecer também, o que não seria nada mal.


Em suma, a torcida espera que as escolhas não fujam muito dessas expectativas, basta de surpresas desagradáveis. Mas, é preciso saber que o Green Bay Packers tem sido uma incógnita em drafts recentes. Tirando a vinda de Jaire Alexander em 2018 e de Darnell Savage e Elgton Jenkins em 2019, todas os demais prospectos draftados ainda não decolaram da forma que se esperava, na minha humilde opinião.


Especulações começam a rolar. Vários times negociando trocas. O boato da vez é que Packers e Patriots estariam combinando uma trade, envolvendo a ida de Jordan Love para New England. Iria Green Bay jogar fora uma escolha de primeira rodada? Poderia pintar mais um quarterback numa escolha que poderia ser preenchida por outro prospecto de outra posição? Acho bastante improvável. Mas em draft, tudo é possível.


Matt LaFleur conhece bem o elenco e suas lacunas, mas precisa ser mais assertivo. Brian Gutekunst está atento a tudo. Fez diversas entrevistas com jogadores, compareceu no Pro-Day, e sabe bem o que fazer. Esperamos que saiba. Seu nome também está em análise, e seu emprego, sob risco. Não basta apenas pensar no futuro da franquia. O agora também vale. E muito.


#GoPackGo

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