• Daniela Germano - Criadora do GirlPowerNFL

Diferença salarial entre homens e mulheres no esporte ainda é realidade

Os números da desigualdade salarial ainda assustam em pleno 2020.



Quantos jogadores do sexo masculino profissionais existem? Centenas. Quantas mulheres? Quase nenhuma. Quantos esportistas profissionais tem um valor salarial mínimo em seu esporte? Centenas de milhares. Quantas esportistas? A resposta sincera é não se sabe ao certo.


A revista Forbes apontou em maio desde ano que apenas duas esportistas mulheres estão na lista de 100 atletas mais bem pagos do mundo: as tenistas Naomi Osaka e Serena Willians.


Em outra pesquisa, realizada pela consultoria Sporting Intelligence em 2017, envolvendo jogadores de basquete, afirmou que o salário máximo na NBA era de US$ 25 milhões em 2017, porém o salário máximo que na WNBA (liga profissional de basquete dos EUA) chega apenas a US$ 105 mil. 


Assim, mesmo jogadores que não tem um desempenho digno de salários altíssimos, conseguem ganhar até 66 vezes mais do que uma mulher no mesmo esporte.


A pesquisa ainda apresentou um mapa sobre os ganhos médios anuais nos principais esportes cidades da América do Norte:

(Fonte: Reprodução/GLOBAL SPORTS SALARIES SURVEY 2017)




NBA e WNBA


A NBA continua sendo a liga esportiva mais bem paga do mundo em termos de salário médio. Os novos negócios de TV renderam uma remuneração média de US $ 6,4 milhões. Em 2017, os salários da NBA saltaram mais 10,6%, ou US $ 757.006 na média.


Já na WNBA toda jogadora é contratada com um valor mínimo salarial. O menor pagamento em 2017 foi de US $ 40.439 e o maior foi de US $ 113.500. Essas somas subiram para US $ 41.202 e US $ 115.500 respectivamente em 2018.



MLB



Os jogadores da Liga Principal de Beisebol tiveram uma remuneração média que subiu quase dois por cento em 2017, ou seja, quase US $ 4,5 milhões.


Não existe liga profissional feminina no nível da MLB para comparação.




MLS e NWSL




A liga masculina de futebol nos EUA e Canadá, não é das mais bem pagas no âmbito do futebol da bola redonda, contudo, a média salaria chega a ser de US $ 135.252 para cada jogador.


Já liga feminina, tinha um teto salarial em vigor para 2017 de US $ 315.000 por equipe, e com cada equipe normalmente tendo um lista de 20 jogadores, que funciona com um salário médio de US $ 15.750 por jogadora por ano. As regras da lista também estipularam que cada jogadora deve receber pelo menos US $ 15.000, e que o salário máximo era de US $ 41.700.


Assim, evidente que, mesmo em comparação com uma das ligas de futebol não tão bem pagas como La Liga e Bundesliga, a diferença salarial chega a ser de 88,36% entre a liga masculina e a feminina.



NHL




A média salarial na liga é US $ 2,250 milhões, sendo a quinta liga mais bem paga, não havendo liga feminina profissional para comparação.




NFL e WFLA Football


A média salarial na liga é US $ 1,077 milhões pagos aos jogadores. Atualmente alguns times chegaram a pagar US $ 45 milhões por ano à um único jogador.


A Women's Football League Association (WFLA) é a primeira organização esportiva do futebol profissional feminino, que existe para executar e desenvolver o futebol feminino profissional. A liga ainda está em construção, com cerca de 22 franquias a venda.


Não existem informações sobre os salários das jogadores, porém a liga e a jogadora Santia Deck assinaram o primeiro contrato multimilionário em janeiro deste ano.


Assista o vídeo do nosso canal sobre Futebol Americano Feminino:


No Brasil, organizações não governamentais como a Empodera, que utilizam o esporte para promover o empoderamento de mulheres, a redução dos estereótipos nocivos e da violência baseados no gênero, trabalham incansavelmente para que a desigualdade salarial seja reduzida à zero.


Os estudos e dados científicos apenas transformam em número o que a maioria das pessoas, e principalmente das mulheres já sabe, a diferença salarial é gritante. Os homens chegam a ganhar em alguns esportes até 234 vezes mais que as mulheres.


Porém o mundo caminha para novos horizontes, em março de 2019 a seleção feminina de futebol processou a Federação Americana por conta da diferença salarial. Ação judicial esta que gerou a promulgação de uma lei muito importante em Nova York, que proíbe a desigualdade salarial entre homens e mulheres com a mesma função.