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Diana Taurasi: Ela é a melhor!

Todos os dias você encontra pequenas histórias que podem até parecer insignificantes sobre a GOAT da WNBA, Diana Taurasi, mas são essas histórias que ajudaram a fazer da estrela do Mercury o que ela é hoje: um ícone do basquete.



Taurasi nasceu no dia 11 de junho de 1982 em Chino, Califórnia, ela é filha de Mario Taurasi, goleiro italiano, e de Liliana, de origem argentina. Seus pais viveram na Argentina por muito tempo antes de emigrar para os Estados Unidos e do nascimento da Diana. O retrato de família é completado pela irmã mais velha de Diana, Jessika, que também jogou basquete na UC Riverside.


Em sua casa o futebol estava em primeiro lugar e seu ídolo é Diego Maradona, por muitos anos jogava futebol e basquete. Porém, acabou fazendo a escolha final da bola laranja, incentivada pelo pai. Se este tem uma preferência natural pelo futebol, é impossível para Mario ignorar o óbvio: sua filha tem aquele algo a mais no basquete que faz a diferença.

E foi na Escola Secundária Don Lugo que Diana evoluiu no basquete até os 18 anos. Em 2000, ela ganhou o Prêmio Cheryl Miller, de melhor jogadora do sul da Califórnia. É preciso dizer que com 3.047 pontos registrados no High School, ela alcançou o WBCA All-American e assim abriu as portas para muitas universidades.



Lembra daquela cena de Harry Potter em que as corujas atacaram a caixa de correio dos Dursley com cartas de admissão de Hogwarts? Bem, isso é mais ou menos o que Diana Taurasi experimentou ao escolher uma universidade. Mas um treinador não manda cartas, ele viaja para o Chino, esse é Geno Auriemma, o famoso treinador da UConn.


Diana, portanto, voa para Connecticut, onde ela experimenta uma primeira temporada mista com os Huskies. Nas semifinais do torneio da NCAA, contra o Notre Dame, Diana fez um jogo péssimo. E então esta é a revelação que mudaou o resto de sua vida: ela odeia perder, e isso não acontecerá mais com ela no campeonato universitário, já que venceu os próximos 3 jogos em 2002, 2003 e 2004. O recorde dos Huskies, durante os anos de estudos da Diana, é de 139 vitórias em 8 derrotas.



Quando Taurasi entrou no draft em 2004, não havia dúvida de que ela seria a escolha número um. Os sortudos foram o Phoenix Mercury, que acabou de sair de uma temporada com 8 vitórias em 26 derrotas. Em sua primeira temporada na liga, estava correndo com uma média de 17 pontos, 4,4 rebotes e 3,9 assistências e obtém o troféu de Rookie do ano. Infelizmente, isso não é suficiente para o time se classificar para os playoffs. E o mesmo acontece em 2005: sem playoffs, mas com estatísticas em alta de Taurasi, mas uma coisa sabíamos, Diana ainda estava só se aquecendo.


2006 é um ano de mudanças para Phoenix: a equipe dá as boas-vindas a um novo treinador, Paul Westhead, bem como a segunda escolha no draft: Cappie Pondexter. Mas ainda não conseguiram a classificação para os playoffs, e Diana continuava ganhando força, o que é um bom presságio para a temporada de 2007, que finalmente conseguiram seu ingresso para a rodada final, conquistando o primeiro título.

Depois de uma temporada horrível em 2008, em 2009 Phoenix ganham o seu segundo título e Taurasi conquista o MVP.



Com Brittney Griner, a temporada de 2014 é mais uma vez a do Mercury: um terceiro título conquistado e uma temporada de todos os recordes para Diana que termina MVP das Finais.


Ela pulou a temporada de 2015, condição do UMMC Ekaterinburg, o clube russo que a empregou e lhe ofereceu um contrato valioso, 10 vezes maior do que seu salário na WNBA. É preciso dizer que o nível salarial da WNBA é um nó e que Diana não fica com a língua presa quando se trata de discutir o assunto. Ela prova, assim, por suas ações, que a WNBA deve pagar mais suas estrelas se quiser mantê-las na liga.


Em 2016, ela está de volta, mas o Mercury fracassa nas semifinais. O mesmo aconteceu em 2017 e 2018. A temporada de 2019, por sua vez, foi marcada por uma lesão nas costas que fez Diana jogar algumas partidas e longe de seu nível normal. O Phoenix é eliminado na primeira rodada por Chicago, e na temporada de 2020, já estamos sentindo um gostinho do que Taurasi quer trazer para nós.



Ela é a melhor!

Se a verdade é difícil de ler, é igualmente difícil de escrever: Diana Taurasi está muito mais perto do fim da carreira do que do início. Aos 37 anos e atormentada por preocupações nas costas, está muito próximo da linha de chegada de sua carreira incrível. Diana ganhou tudo: campeonatos WNBA e competições europeias, troféus coletivos e individuais, ela deixou sua marca por onde passou. Somente na WNBA, seus 8.575 pontos na carreira, sem dúvida, permanecerão um bom momento inatingível para as pessoas comuns. Mas tirando o aspecto esportivo, Diana Taurasi foi e ainda é a cara da WNBA para muita gente. Ela é a MELHOR.