• Gabriel Amaral (Empacotador Pistola)

Bears 25 x 41 Packers: Atropelamento que dá moral e praticamente garante o bi da NFC Norte




Ganhar é bom. Ganhar de rival de divisão é melhor ainda.


Mais uma história do clássico quase centenário foi escrita e manteve a recente supremacia de Green Bay sobre o Chicago Bears.


Os Packers chegavam para essa partida mais uma vez sob desconfiança, após uma derrota inesperada para o Indianapolis Colts, ainda mais da forma como o tropeço ocorreu, com dois tempos absolutamente distintos e com direito a uma prorrogação.


É bem verdade também que, desde a chegada do técnico Matt LaFleur, os cabeças de queijo nunca haviam perdido duas partidas consecutivas, logo, a equipe tentaria ao máximo evitar outro revés, jogando em seus domínios.


Não poderia se permitir, aliás, que outro rival da NFC North vencesse os mandantes, como o fez o Minnesota Vikings há algumas semanas.


Portanto, o foco era total para enfrentar uma equipe em claro declínio na temporada, após iniciar com uma campanha 5-1, mas com quatro derrotas seguidas na bagagem e, até então, ostentando desempenho 5-5.


Todos eram sabedores que os Bears possuem um ataque altamente improdutivo, caracterizado, principalmente, por um quarterback que beira o amadorismo e outro que convive com diversas lesões. Estou falando de Mitchell Trubisky e Nick Foles, respectivamente.


Por outro lado, a defesa adversária merecia respeito, mesmo não vivendo seus melhores momentos, por contar com jogadores de alto calibre como Khalil Mack e Roquan Smith.


Em resumo, balanceando todos estes aspectos, tinha-se em mente que era um jogo para vencer com certa tranquilidade.


E, na verdade, saiu melhor que a encomenda.


Green Bay não tomou conhecimento das trincheiras de Chicago e desfilou o puro talento de seu ataque, seja no jogo aéreo ou terrestre. A atuação ofensiva foi impecável. Aaron Rodgers, em mais uma partida digna de MVP, lançou para 4 touchdowns, acumulando mais de 200 jardas totais e permanecendo em campo até o fim, mesmo com o placar já definido em 41-25.


Nossos wide receivers não tiveram dificuldade para produzir em alto nível. Adams e Lazard deixaram sua marca e mais uma vez representaram os "portos seguros" de Rodgers. Até Equanimeous St. Brown apareceu para boas recepções. Se as lesões não atrapalharem mais, pode agregar em qualidade.


Os tight ends voltaram a ser bem utilizados, e foram premiados com touchdown: um para Tonyan, outro para Lewis. Aaron Jones e Jamaal Williams também foram mais acionados e acharam muitos espaços no meio da defesa rival. Este último deixou sua marca com direito a muita dança e carisma.


Se o ataque foi impecável, a defesa teve lampejos de consistência e agressividade.


Mesmo podendo pressionar muito mais Trubisky, os comandados de Mike Pettine conseguiram duas interceptações (ambas com Darnell Savage, que jogou muito), e forçou um fumble retornado para touchdown anotado por Preston Smith. Este, por sua vez, voltou a atuar no nível de 2019, juntamente com seu "irmão" Za'Darius. Destaque-se também o trabalho de Kevin King, que evitou situações reais do adversário.


Apesar do desempenho defensivo razoavelmente satisfatório, há de se ponderar que enfrentamos um dos piores quarterbacks da NFL, e, ainda assim, sofremos 25 pontos, mantendo uma média relativamente alta partida após partida, demonstrando a mesma fragilidade para frear o jogo terrestre do oponente. Portanto, segue o ponto de desequilíbrio da equipe.


Quem merece uma chuva de elogios é a linha ofensiva. Um belíssimo trabalho realizado por Billy Turner, colocando Khalil Mack no bolso, Bakhtiari sempre preciso, e, principalmente Elgton Jenkins, jogador extremamente físico, versátil e maduro, utilizado em várias posições e foi extremamente eficiente e correto, tanto como center, quanto como tackle. Parece que já atua há décadas por ali. E ainda vai crescer mais. Graças a esse desempenho invejável, ficou impossível aos Bears a realização de qualquer pressão para cima de Rodgers, que teve todo o tempo necessário para construir suas jogadas e encontrar sem problemas seus companheiros na endzone.


Vencer era fundamental. Vencer um rival direto era necessário. E dá moral. Muita moral. Os Packers voltaram a apresentar um desempenho mais regular dentro dos 60 minutos, em ambas as unidades, e isso é essencial nos jogos de vida ou morte.


Que seja o resgate definitivo da confiança, mirando a reta final da temporada regular, para que a equipe chegue forte e focada aos playoffs.


Foi um belo show, mas ainda há mais repertório a ser apresentado.


Por enquanto, é saborear mais uma grande vitória.


Green Bay segue na liderança da NFC Norte, com campanha 8-3, e se aproxima muito da segunda conquista consecutiva da divisão.


O próximo jogo é no domingo, dia 06/12, às 18:25, em mais um jogo em casa, contra o Philadelphia Eagles.


#GoPackGo

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