A presença feminina na NFL

Quando temos um ambiente que é dominado por homens e ainda um tanto machista, é importante reconhecermos as mulheres presentes nele e como seu trabalho é essencial para as equipes. Acompanhar o trabalho dessas mulheres é gratificante e traz a sensação de que estamos conseguindo, aos poucos, nosso lugar no esporte.


Atualmente, temos poucas mulheres na comissão técnica dos times da NFL, mas já tivemos muitas passagens pela liga, com ‘olheiras’, CEOs e treinadoras, como a Collette Smith que foi a primeira mulher a treinar o New York Jets, sendo estagiária de treinamento antes de assumir o papel como assistente de treinadora defensiva. No Bills tivemos Phoebe Schecter, estagiária de treinamento durante toda a temporada de 2018 e Kathryn Smith que foi a segunda mulher na história da NFL a ocupar um cargo de treinadora em tempo integral quando foi contratada em 2016. A primeira foi Jen Welter em 2015, trabalhando com o Arizona Cardinals, foi assistente e trabalhou especificamente com os linebackers da franquia.


Trabalhando na NFL hoje, citamos sempre Katie Sowers, assistente ofensiva do 49ers, que aos 33 anos é a primeira treinadora que fez parte do Super Bowl. Além de incentivar outras mulheres a não desistirem do sonho de ter seu lugar na NFL, ela também foi a primeira a se declarar homossexual na liga.


Antes de chegar ao posto que ocupa hoje, Katie jogou e chegou a representar os Estados Unidos na Copa do Mundo de Futebol Americano Feminino, mas se aposentou após uma lesão no quadril. Após isso, Katie começou sua carreira técnica com um estágio no Falcons, onde impressionou Kyle Shanahan. Um ano depois, com Shanahan já no 49ers, Katie foi contratada através do programa que tem como objetivo contratar profissionais que se encaixam no perfil de minoria para aumentar a diversidade na NFL. Desde a contratação, em 2017, até 2019 ela ocupava o cargo de assistente temporária até ser promovida para assistente ofensiva. Katie vem fazendo um excelente trabalho no time.


Temos também Lori Locust e Maral Javadifar, ambas na comissão técnica do Tampa Bay Buccaneers. Lori é assistente da linha defensiva e já teve outras experiências trabalhando com o esporte, na AAF (Alliance of American Football) e sendo uma das assistentes do training camp do Ravens em 2018. Maral é assistente de força e condicionamento, e teve a primeira experiência com NFL com o Buccaneers.


Contratada em fevereiro deste ano pelo Redskins, Jennifer King é a primeira afro-americana da história a ser contratada como assistente técnica em tempo integral na liga. Jennifer trabalhou como estagiária no Panthers em 2017, com o técnico Ron Rivera, atual HC do Redskins. Ela também passou pela AAF e pelo Dartmouth College, jogou na liga semi-profissional Women's Football Alliance e treinou equipes do ensino médio.


No Redskins, King trabalhará no lado ofensivo, com os running backs de Washington.


Sarah Thomas se tornou a primeira mulher árbitra da NFL, em um jogo de estreia em 2015, Chiefs x Texans. No dia 13 de janeiro de 2019 ela participou da partida de playoffs entre Chargers e Patriots, sendo a primeira mulher a fazer parte da equipe de arbitragem em um jogo de playoffs.

Sarah tem uma personalidade forte e persistência incrível, isso podemos notar em vários aspectos, porém um episódio bem chamativo foi quando na semana 15 da temporada 2016/2017, na partida Vikings x Packers, o tight end Kyle Rudolph levou um tackle na sideline e acabou colidindo com Sarah, fazendo-a cair e quebrar um dos punhos. Ela foi para os vestiários, fez um raio-x, colocou uma tala e voltou a campo para terminar a partida. Após o incidente, teve que colocar uma placa e 8 parafusos.


Apesar de sermos minoria, aos poucos vamos ganhando espaço tanto dentro da NFL quanto fora, em comentários de jogos, veículos de informações sobre o esporte, etc. Mesmo sendo uma representatividade “pequena”, ainda é uma representatividade muito importante em um meio tão masculino quanto esse. Ver e apostar nessas mulheres é acreditar que no futuro muitas portas estarão abertas para que tantas meninas que têm o sonho de trabalhar com o esporte possam fazer isso.